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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Indonésia rejeita novo pedido de indulto a brasileiro condenado à morte

Rodrigo Gularte, no corredor da morte da Indonésia
A Indonésia permanece determinada a fuzilar em breve sete estrangeiros, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte, condenados à morte por tráfico de drogas, depois que o novo presidente do país rejeitou os recentes pedidos de indulto.
Gularte, de 42 anos, foi condenado à pena de morte em 2005 por entrar no país com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf.
Além do pedido de indulto de Gularte, o presidente Joko Widodo rejeitou os pedidos de dois australianos - que estão no corredor da morte há quase 10 anos -, um francês, um nigeriano, um ganense, um filipino e quatro indonésios, informou a promotoria de Jacarta.
"A promotoria recebeu as cópias oficiais do decreto presidencial que rejeita os pedidos de indulto de 11 condenados à morte", afirmou à AFP Tony Spontana, porta-voz da justiça.
"O gabinete do procurador-geral tem agora 11 condenados no corredor da morte prontos para a execução", completou.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou na semana passada que o pedido de clemência de Rodrigo Gularte foi rejeitado pelas autoridades indonésias.
A diplomacia brasileira indicou que pretende seguir trabalhando até "esgotar todas as possibilidades de comutação da pena de Rodrigo Gularte permitidas pelo ordenamento jurídico da Indonésia".


A defesa do brasileiro ainda tem esperanças de que o governo de Jacarta reconsidere a decisão por razões médicas, já que o condenado foi diagnosticado com esquizofrenia. De acordo com a lei indonésia, ele poderia ser internado em um hospital psiquiátrico, ao invés de ser executado.

A mãe de Gularte, que o visitou pela última vez em agosto de 2014, declarou recentemente em um programa de televisão que o filho estava "totalmente transformado" e havia perdido 15 quilos.

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