Tudo havia chegado a ele graças a uma devota do Anjo Bom da Bahia, que acreditava que a vida da religiosa renderia um filme. Curiosa, Iafa resolveu vir logo à Bahia para conhecer as Obras Sociais Irmã Dulce. Passou um dia em Salvador e saiu daqui convencida de que o filme precisava ser feito.
E o resultado chega, hoje, a 106 salas de cinema do Norte/Nordeste do país, sendo 14 capitais e algumas cidades do interior de vários estados. No dia 27, estreia nas demais regiões.
Em pré-estreia com a presença de grande parte do elenco e equipe, o filme levou, segunda-feira, mais de dois mil espectadores às 12 salas do UCI Iguatemi. Hoje, chega a 17 salas da cidade.
Diretor
Gravada em Salvador entre abril e junho deste ano, a cinebiografia tem a carioca Bianca Comparato, 28, e a mineira Regina Braga, 67, no papel da religiosa, além de um numeroso elenco baiano, com atores como Fábio Lago, Amaurih Oliveira e Caco Monteiro.
A direção é de Vicente Amorim, 48 anos, o mesmo de Caminho das Nuvens (2003), sobre uma família que viajava pelo país de bicicleta.
Sempre envolvido em filmes baseados em fatos reais - atualmente participa de três projetos -, Vicente reconhece o mito que Irmã Dulce representa para a Bahia: “Eu nunca havia feito uma cinebiografia propriamente e essa é especial porque se trata de uma pessoa que é objeto de devoção”.
Para entenderem melhor o que Irmã Dulce representa para os baianos, Regina Braga e Bianca Comparato passaram três meses em Salvador e chegaram à cidade um mês antes de as filmagens começarem.
“Chegar aqui antes das filmagens começarem foi fundamental para sentir a presença de Irmã Dulce viva na cidade. Em todo lugar, alguém tem uma história pra contar sobre ela, algo que aconteceu com o pai ou com um amigo”, diz Regina Braga, que vive a Irmã Dulce numa segunda fase, nas décadas de 70 e 80.
Para entender melhor sua personagem, Regina diz que conversava com anônimos e ia a lugares que Irmã Dulce frequentava, como a Conceição da Praia e a Igreja de Santo Antônio. A atriz também tinha alguns consultores informais, como Caetano Veloso, Moraes Moreira e Roque Ferreira, que falavam sobre Irmã Dulce.
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