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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Médicos de Ribeirão entram em greve na segunda-feira

Celso Luiz/DGABC
Médicos que atuam no Hospital e Maternidade São Lucas e na UPA (Unidadede Pronto Atendimento 24 horas) Santa Luzia, ambas em Ribeirão Pires, entram em greve na segunda-feira, a partir das 7h, em protesto contra condições de trabalho oferecidas pelo governo de Saulo Benevides (PMDB).
O Sindmed (Sindicato dos Médicos de Santo André e Região) reclama de dezenas de problemas na rede municipal e afirma que 70profissionais vão aderir ao movimento, sem prazo para encerramento.
Para segunda-feira, além dos braços cruzados, médicos prometem fazer protesto em frente à Prefeitura de Ribeirão Pires, depois seguirem para o Hospital São Lucas e para a UPA Santa Luzia. A paralisação já foi oficiada à administração municipal.
Presidente do Sindmed e médico concursado da cidade, Ari Wajsfeld disse que condições de trabalho são “precárias”, apontando falhas em equipamentos de segurança, ausência de medicamentos, falta de padronização da produção de alimentos aos pacientes e até surgimento de ratos e baratas em setores das unidades públicas.
“Tudo está sucateado. Tentamos conversar até semana passada (com o prefeito Saulo), que não nos atendeu. A população não sabe das dificuldades que enfrentamos todos os dias”, afirmou Wajsfeld, que garante ter adesão quase de 100% dos profissionais concursados.
De acordo com a entidade, a situação mais grave é na UPA Santa Luzia, inaugurada em 2012, e que consome aproximadamente R$ 3 milhões por mês. Também será desta unidade o maior número de manifestantes.
“Ribeirão há problema grave de quarteirização do trabalho. Há demissões de médicos e deixam a situação quase insustentável para se fazer acordo com Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). Isso precariza ainda mais o serviço”, reclamou Wajsfeld.
A Prefeitura de Ribeirão, por nota, informou que somente na tarde de ontem foi notificada oficialmente sobre a paralisação das atividades médicas nas unidades e que o documento não detalhou o número de profissionais que vão cruzar os braços, sendo assim impossível de saber se haverá impacto no atendimento à população.

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